André Chatuba: Um guerreiro nos cages e na vida

Afastado dos cages por pouco mais de dois anos devido as lesões, André Chatuba retornou à ativa no ACB 82, que foi realizado em março no Clube Hebraica, em São Paulo, mas o resultado não foi como esperado já que o carioca perdeu para Brett Cooper. Apesar da derrota, Chatuba comemorou o fato de poder voltar entrar em ação e falou sobre o período que ficou sem lutar.

-Fiquei parado por dois anos devido uma lesão no ombro direito. Tive o rompimento do manguito e fiz uma cirurgia bastante complicada onde foi instalado sete âncoras no meu ombro e também tive que costurar o músculo do biceps por dentro que estava rasgado. Fui operado por um exelente médico da área (Dr. Rickson Moraes especialista em ombro e cotovelo). Meu ombro ficou novo, mas por ter sido uma cirurgia bem complexa precisei de mais de um ano para me recuperar. Fiquei muito feliz pois me recuperei, fiquei 100% e consegui voltar em uma ótima forma. Cheguei muito bem para essa primeira luta do contrato no ACB, posso dizer que numa de minhas melhores forma. Foi uma pena que não pude mostrar isso, já que meu adversario conseguiu conectar um golpe que me desligou. Infelizmente luta é assim mesmo, a derrota pode vim em milésimos de segundos – disse.

André Chatuba estreou no ACB após passagem de dois anos pelo Bellator onde fez três lutas, com duas vitórias e uma derrota. O carioca falou sobre seus planos na nova organização e acredita que ainda tem “lenha para queimar” aos 37 anos e sonha com o cinturão.

Foto: Renato Nogueira/FotoNaLuta

-Acabei de assinar um contrato de seis lutas com o ACB, já fiz a primeira, tenho planos de fazer mais três lutas ainda esse ano. Meu foco é o cinturão, estou me sentindo muito bem mentalmente e com uma exelente equipe multidisciplinar que me deixa muito bem fisicamente. Estou com 37 anos de idade e me sinto muito bem para competir, então enquanto estiver sentindo essa vontade vou competir. Quando chegar a hora de parar eu vou saber respeitar esse momento que por enquanto está distante – afirmou o atleta, que também aproveitou para fazer um pequeno balanço de sua carreira.

-Minha carreira começou a deslanchar nos eventos internacionais depois que conheci meu empresario Stefano Sartori. Fui para a Russia em 2013, lutei o Fight Nights por duas vezes e venci dois russos. Em seguida meu empresário conseguiu um contrato pra mim no Bellator onde fiz três boas lutas, vencendo duas e perdendo uma. Agora no começo desse ano conseguimos um exelente contrato com o ACB e acabamos rescindindo com o Bellator. Venho treinando constantemente Muay Thai, Luta Livre e MMA. Treino Muay Thai na MBK com Fernando Nonato, Luta Livre e MMA na RFT com o Mestre Marcio Cromado e também tenho minha equipe que é a Caçadores onde faço boa parte dos meus treinos e a preparação física. Estou me sentindo muito bem, em breve estarei em ação novamente – analisou.

O carioca treina na RFT, mas em 2012 criou a equipe Caçadores com o intuito de manter os treinos de Luta Livre Esportiva com o foco no MMA.

-A Caçadores teve início em 2012 e foi criada com o intuito de manter os treinos de Luta Livre Esportiva com foco no MMA. Inicialmente a ideia era formar um time forte de treinos para chegarmos fortes as competições, mas com o desenvolvimento do trabalho novas oportunidades foram aparecendo devido aos resultados positivos dos atletas em solo estrangeiro. Com isso uma nova perspectiva foi se formando novos alunos e parceiros do time chegavam pra somar, até que conseguimos o objetivo de tornar a equipe forte tanto nas competições de Luta Livre Esportiva quanto no MMA amador, que solidificou a base do time profissional. Hoje a equipe conta com mais de 300 alunos entre atletas amadores e profissionais – ressaltou.

Foto: Renato Nogueira/FotoNaLuta

Além de atletas profissionais, a equipe Caçadores tem seu lado social que atualmente conta com trabalhos em diversos municípios da Baixada Fluminense, além de alguns bairros no município do Rio de Janeiro.

– O trabalho social busca a direção disciplinar, comportamental, física e mental além de atingir outros fatores importantes na formação da criança e do adolescente de forma que tudo que ensinamos e voltado para auto estima, perseverança e superação. Não há diferenças todos aprendem a compartilhar do mesmo ambiente de maneira sadia onde a vontade de aprender e ensinar e maior do que qualquer diferença racial ou cultural. O mais importante é preservar valores importante como família, educação, respeito ao próximo, mostrando a eles que se acreditarem nada é impossível. Hoje nosso trabalho alcança vários municípios e bairros da Baixada Fluminense, temos trabalhos em São João de Meriti, Nova Iguaçu, Cabuçu, Tinguá, Coelho da Rocha, Éden e Agostinho Porto, além dos projetos no Rio em Vista Alegre, Cordovil, Cidade de Deus e Penha atendendo em torno de 390 crianças e 240 jovens e adolescentes – finalizou.