Elenco do Botafogo comemora título conquistado na casa do rival | Divulgação/Botafogo

Botafogo empata com o Flamengo na Gávea e conquista a Taça Rio sub-17

Depois de vencer o Flamengo por 3 a 2 na primeira partida da decisão da Taça Rio, no Estádio Nilton Santos, o Botafogo dependia apenas de um empate contra o rival, na Gávea. E foi exatamente o que aconteceu neste domingo: com a igualdade em 2 a 2, o troféu foi para General Severiano, mas as duas equipes voltam a se enfrentar na final do Campeonato Estadual Sub-17, já que o rubro-negro foi o vencedor do primeiro turno, a Taça Guanabara.

Autor do gol que decretou o empate e, por consequência, o título do Botafogo, o meia Rhuan mostrou entusiasmo com a conquista e o desempenho. O lance surgiu em uma bela cobrança de falta.

— Estou muito feliz! Um gol histórico pela grandeza desse clube o qual eu represento. Pude treinar bastante com meus treinadores esse tipo de jogada e fui feliz hoje aqui. Fomos merecedores desse título por tudo que fizemos desde o início da competição. Essa conquista veio para coroar tudo isso — afirma o camisa do 10 do Botafogo, que marcou o seu décimo segundo gol no Campeonato Carioca.

A exemplo do que aconteceu no primeiro confronto, o equilíbrio e o nervosismo marcaram a primeira etapa. Ao todo foram cinco cartões amarelos  nos primeiros 45 minutos. Com o jogo truncado e com poucos espaços aberto, a solução veio na bola parada. Logo aos 16 minutos, após cobrança de escanteio e confusão na área, o zagueiro e capitão Pimenta desviou de cabeça e a bola pegou no braço do lateral esquerdo Pablo, que estava com as mãos levantadas pedindo impedimento do jogador do Botafogo: pênalti. O camisa dois Gláuber foi para bola, bateu firme e abriu o placar para os visitantes.

Em desvantagem, o Flamengo foi obrigado a sair para o jogo, mas encontrou muita dificuldade para criar espaço na defesa alvinegra. Até a parada técnica, aos donos da casa produziram apenas uma finalização perigosa, que saiu dos pés de Luan. Até que, em cobrança de escanteio pelo lado direito, aos 32 minutos, o goleiro André, em falha clamorosa, soltou a bola na cabeça do camisa sete do Flamengo, que testou na trave. Na volta, Vitor Gabriel apareceu para marcar o seu 14º no campeonato e deixar tudo igual no placar. Não demorou muito para os donos da casa conseguirem a virada. Apenas cinco minutos depois, em cobrança de falta de Luan, a bola desviou na barreira e sobrou limpa para o zagueiro Patrick empurrar para o fundo das redes e definir o marcador do primeiro tempo: 2 a 1.

Para a etapa complementar, o Botafogo veio com uma alteração. O volante Marcos, autor do gol da vitória alvinegra no primeiro jogo, entrou no lugar de Maciel, que já estava amarelado, e mudou a dinâmica do meio campo no jogo. Apesar da melhor movimentação no meio campo, o segundo tempo começou como o primeiro, com muitas faltas e poucos lances de perigo. O resultado encaminhava a partida para as penalidades. Mas, na volta da parada técnica, os visitantes intensificaram as ações pelo setor esquerdo. E foi por lá que surgiu o lance decisivo da partida. Por ironia destino, na Gávea, um camisa 10 foi para a cobrança de falta, de perna direita, e mandou no ângulo. Seria um lance perfeito para trazer à memória a história de um ídolo rubro negro. Seria. Mas se tratava do camisa 10 da equipe adversária Rhuan, autor de três gols da equipe de General Severiano nas finais da Taça Rio.

O Flamengo até que tentou uma reação. O técnico Marcinho Torres colocou todas as opções ofensivas que tinha à disposição no banco de reservas, mas não foi suficiente. Nos acréscimos, os donos da casa perderam a grande oportunidade de levar o duelo para a disputa de pênaltis. Após confusão na área do Botafogo, Vitor Gabriel, livre, acabou pegando mascado na bola e mandou para fora. Sem tempo para mais nada, os dois times terão a chance de decidir nas finais qual deles é o melhor da competição. Os dois jogos ainda não foram marcados pela Ferj.