Fluminense chega a seis jogos sem gol, perde para Bahia e se aproxima do Z-4

Fluminense amplia jejum de gols, perde para Bahia e fica a quatro pontos da zona de rebaixamento (Foto: Maílson Santa/Fluminense FC)

Seis jogos seguidos sem vencer. Pior: sem  balançar as redes adversárias, o maior jejum de gols da história do clube no Campeonato Brasileiro. Números de um Fluminense à deriva e a quatro pontos de distância da zona de rebaixamento na reta final do Brasileirão após a derrota desta quinta (23) para o Bahia, na Fonte Nova. Zé Rafael e Edigar Junio se aproveitaram de graves falhas da equipe carioca para dar números ao triunfo baiano, que deixou o time muito próximo da vaga na Copa Sul-Americana de 2019.

É que os três pontos empurram o Bahia para a 11ª colocação na tabela, com 47 pontos. Cinco à frente do Vasco (14º) e do próprio Fluminense, agora 13º, com 42 pontos. Pela frente, os cariocas têm o Inter, no Beira Rio, no próximo domingo (25), às 19h. Depois, encerra sua participação no campeonato, em casa, contra o América-MG. A equipe dirigida por Marcelo Oliveira ainda precisa de dois pontos para se garantir na primeira divisão.

Tranquilo para as últimas duas rodadas, o Bahia se prepara, agora, para enfrentar o mesmo América-MG, neste domingo, no Independência. Por fim, pega o Cruzeiro na última rodada.

 RODOLFO BRILHA EM PRIMEIRO TEMPO FRACO

O ciclo de notícias ruins parecia interminável para o Fluminense. Além do mês inteiro sem fazer gols pelo Campeonato Brasileiro, o time carioca ainda teve que entrar em campo com seu goleiro reserva. Júlio César sentiu o ombro no famoso teste de vestiário e ficou fora da partida. No entanto, o que parecia mais uma nuvem negra no céu tricolor transformou-se na grande estrela do primeiro tempo logo aos 11 minutos. Bruno cruzou da direita e Edigar Junio subiu entre os defensores para desferir uma cabeçada forte, para o chão, em direção ao canto esquerdo da meta de Rodolfo. O arqueiro reserva voou para espalmar. A bola, porém, ainda se fez aos pés de Ramires, na pequena área. Mas outra vez Rodolfo se agigantou para contrariar um destino que tem teimado em pesar a mão contra o Flu. Braços esticados, ele defendeu também o chute à queima-roupa e manteve o placar fechado.

As duas ações milagrosas do goleiro do Fluminense, entretanto, compuseram o único lance de real perigo em um primeiro tempo que teve o Bahia com mais posse de bola e volume de jogo, sobretudo ao buscar as jogadas pelos flancos. Do lado carioca do confronto tricolor, restaram os contragolpes e Everaldo, que chegou até a acabar com o jejum de gols, mas, em posição duvidosa, teve o impedimento marcado. Mais tarde, em ótimo contra-ataque, deu tantos toques na bola para limpar a marcação que acabou manchando uma chance que era cristalina e permitindo a recomposição da zaga baiana. E assim se arrastou uma primeira etapa que não valeu o ingresso e contrastou, nas retinas do público, com a beleza da noite de lua cheia em Salvador e com a (quase incompreensível) animação sorridente das cheerleaders da equipe local.

BAHIA MARCA DUAS VEZEM EM MENOS DE DEZ MINUTOS

Mas talvez tenha sido a atuação das animadoras, com seus pompons dourados, que contagiou os jogadores no retorno dos vestiários, pois o que se viu foi um início de segundo tempo mais movimentado. Se o Fluminense foi o primeiro a pisar na área rival, foi do Bahia a primeira boa oportunidade de gol, aos seis minutos. Zé Rafael armou salseiro na grande área, mas chutou fraco. Após corte inicial da defesa, Edigar Junio ainda tentou emendar e Rodolfo defendeu. Nos instantes seguintes, porém, os dois protagonistas do lance baiano não perdoariam.

Já aos sete, Elton recuperou bola pela direita e centrou para área. De grande atuação até ali, Rodolfo saiu em falso: melhor para Zé Rafael que, pelo alto, chegou na frente e cabeceou para a vazia meta do Fluminense. Dois minutos depois, um recuo mal feito do zagueiro Paulo Ricardo foi o que deixou Rodolfo na roubada. E aí foi a vez de Edigar Junio mostrar presença de espírito e chegar não antes, mas ainda a tempo de pressionar o goleiro adversário e deixar a tentativa de chutão bater em seu corpo e tomar o rumo das redes: 2 a 0 Bahia.

A vantagem deixou o Bahia tranquilo no jogo e deixou em frangalhos o emocional do Flu, a ponto de o capitão Gum, bicampeão pelo clube das Laranjeiras, pedir substituição e sair praticamente aos prantos. Sem ter nada com isso, o Tricolor de Aço dominou as ações e chegou perto do terceiro gol em cobrança de falta de Clayton ou quando Gilberto ficou cara a cara com Rodolfo, mas não finalizou. Mais combativo jogador do Fluminense, Everaldo ainda tentou diminuir, já na reta final, em chute de longe, com efeito. Cruel, a bola saiu por pouco, aumentando para seis jogos o jejum de gols do time carioca. Ao apito final, era de Everaldo a cara do Fluminense: com um curativo no rosto, após se cortar em choque com Flávio, deixou o campo ferido e abatido, abraçado a um oponente.

Bahia 2 x 0 Fluminense

Arena Fonte Nova (Salvador – BA)

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP).

Auxiliares: Alex Ang Ribeiro (SP) e Tatiane Sacilotti Camargo (SP).

Bahia: Douglas, Bruno (Flávio), Tiago, Lucas Fonseca e Paulinho; Gregore e Elton; Ramires, Zé Rafael e Élber (Clayton); Edigar Junio (Gilberto). Técnico: Enderson Moreira.

Fluminense: Rodolfo, Paulo Ricardo, Gum (Marcos Júnior) e Digão; Léo, Fernando Neto (Igor Julião), Jadson, Sornoza (Júnior Dutra) e Ayrton Lucas; Everaldo e Luciano. Técnico: Marcelo Oliveira.

Gols: Zé Rafael (BAH – 7’/2T), Edigar Junio (BAH – 9’/2T).

Cartões Amarelos: Elton, Tiago (Bahia) e Everaldo (Fluminense)

Cartões Vermelhos: Não houve.

Público: 16.437 pagantes; 16.479 presentes.

Renda: R$ 306.198,00.