George Weah no Paris Saint-Germain | Divulgação

Waeah recebe cumprimentos da ONU por eleição na Libéria

O sonho realmente se tornou realidade: único africano escolhido melhor jogador de futebol do mundo, em 1995, quando conquistou também a Bola de Ouro da revista “France Football”, George Weah foi eleito presidente da Libéria na última quarta-feira. Já aposentado, o ex-atleta de 51 anos, que conheceu o sucesso atuando pelo Milan, da Itália, entre 1995 e 2000, foi eleito presidente da Libéria, com 61,5% dos votos válidos (cerca de 720 mil eleitores). Os 38,5% restantes (451 mil)ficaram com o atual vice-presidente Joseph Nyuma Boakai. O resultado foi reconhecido nesta sexta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Secretário-geral da ONU, o português Antônio Guterres elogiou todos os liberianos pelas eleições realizadas num clima de paz. Ele também saudou o trabalho de observadores nacionais, regionais e internacionais. Guterres mencionou os esforços do ex-presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, membro do Conselho de Alto Nível além da atuação do representante especial da ONU na Missão da Libéria, Farid Zarif, e Mohammed Ibn Chambas, do Escritório da ONU na África Ocidental e no Sahel.

Para o secretário-geral, o fim das eleições pacíficas, livres e transparentes comprova o caminho firme que a Libéria tem trilhado em direção à paz, à estabilidade e ao desenvolvimento duradouros. Waeah sucederá Ellen Johnson Sirleaf, primeira mulher a vencer uma eleição presidencial na África. Ela superou o ex-jogador na corrida presidencial de 2005, após uma guerra civil, e foi reeleita em 2011. No mesmo ano, foi vencedora do Prêmio Nobel da Paz, obtido graças ao trabalho como primeira ministra do país. Essa será a primeira vez que a Libéria viverá uma transição democrática desde 1944.

O presidente eleito trilhou quase toda carreira esportiva fora do país. Começou a ser reconhecido internacionalmente quando atuava pelo camaronês Tonnerre Yaoundé, em 1987 e 1988. As boas atuações o levaram para a liga francesa: passou quatro anos no Mônaco, antes de outros três pelo Paris Saint-Germain (PSG), última parada antes do Milan. Chegou a ser emprestado pelo clube italiano ao Chelsea e atuou ainda por Manchester City, pelo francês Olympique de Marseille e pelo Al Jazira, dos Emirados Árabes.

Melhor jogador da história da Libéria, Weah foi um atleta isolado: não foi acompanhado por uma geração de atletas com boa qualidade técnica, que pudessem transformar o país em protagonista local do futebol. Por isto, jamais jogou uma Copa do Mundo. Em 1996, pagou do próprio bolso todas as despesas para que a Libéria pudesse estar presente na Copa Africana de Nações. Weah venceu a eleição em 12 dos 15 condados liberianos e tem posse prevista para 22 de janeiro.