Hugo “Silverback” vence com tranquilidade no WOCS 51

O card principal do WOCS 51 contou com o confroto entre Hugo “Silverback” e  Kevin Costa, um duelo peso-pesado que não passou do primeiro round. A vitória foi do lutador da TFT, Hugo “Silverback” Cunha, por finalização

Mostrando que o boxe estava em dia, o gigante da TFT aceitou a trocação com Kevin, lutador da PRVT, e na primeira brecha levou a luta para o solo, sua especialidade, conseguiu a montada com facilidade, e quando iniciou o ground-and-pond o adversário cedeu as costas, em uma tentativa frustrada de fugir dos golpes de Hugo. Só restou a “Silverback” aplicar o mata-leão para conquistar o seu segundo triunfo no MMA profissional.

Um pouco da história de Hugo “Silverback”

Importante na preparação de grandes nomes da TFT como Thiago “Marreta”, Luis Henrique “KLB” e Anderson “Braddock”, o lutador de 25 anos já integrou a seleção brasileira de luta olímpica. Porém, na infância, “Silverback” se arriscou no futebol, natação e taekwondo, antes de conhecer o jiu jitsu e a luta olímpica.

Foto: Click Esporte

Como todo menino tentei ser jogador de futebol e vi que era meu forte, migrei para a natação e também vi que não era aquilo que eu queria. As artes marciais entraram na minha vida através do meu irmão, que lutava taekwondo. Acompanhei meu irmão por um tempo, mas como apanhei muito acabei desanimando e partindo pra outra. Sempre quis ser um esportista, desde pequeno – contou.

A grande mudança na vida de Hugo aconteceu aos 11 anos, após o falecimento da mãe. Procurando algo que pudesse amenizar a tristeza que sentia, o jovem descobriu o jiu jitsu e logo se tornou um apaixonado pela arte marcial, treinando intensamente e competindo. O jiu jitsu foi a anestesia para diminuir os pensamentos e a dor da perda.

– No jiu jitsu foi quando comecei a me destacar, vi que era aquele o caminho que eu queria seguir. Posso dizer que era viciado em jiu jitsu, treinava de manhã, de tarde e de noite. Passei a treinar após o falecimento da minha mãe, foi o que me ajudou a suportar a dor – revelou.

 

Foto: Click Esporte

Um outro esporte passou a fazer parte da vida de Hugo, a luta olímpica. Através deste esporte o lutador conheceu vários países e colecionou conquistas. O lutador foi campeão brasileiro em sete oportunidades, fez parte da seleção brasileira e por pouco não realizou o sonho de participar de uma olimpíada.

– Minha experiência na luta olímpica foi muito boa. Ganhei por sete vezes o campeonato brasileiro e medalhei três vezes no Pan. Tive oportunidade de conhecer mais de 10 países entre treinamentos e competições. Treinei no maior centro de treinamento do mundo que fica no Azerbaijão, onde tem mais de 20 áreas para treinar. Passei uma temporada em Cuba também. Me frustrei em não ter participado de uma Olimpíada, isso me desanimou um pouco – explicou.

Treinando em uma das maiores equipes de lutas do país, a TFT, o lutador quer estar em constante evolução e buscará mais prospecção a partir deste ano.

Foto: Arquivo pessoal
– Cheguei na TFT através do meu amigo Luis Henrique “KLB”. Sei que preciso melhorar muita coisa no meu jogo, mas estou sempre buscando evolução. Quero continuar minha sequência de vitórias, quero lutar com os melhores do Brasil e do mundo. Ser atleta no nosso país não é fácil, mas cada dificuldade que tenho passado será recompensada no futuro. Meu sonho é dar uma condição melhor para a minha família – finalizou.