Josué Teixeira e Mário Júnior projetam final da Taça Santos Dumont

Amigos fora das quatro linhas, Josué Teixeira e Mário Júnior se enfrentaram na final da Taça Santos Dumont, mas torcerão pela seleção brasileira nesta sexta | Divulgação

No Rio de Janeiro, a briga pelo acesso no Campeonato Carioca da Série B1, a segunda divisão, é a Copa do Mundo de 20 clubes e o primeiro turno chega à sua decisão neste domingo (08), às 15h, no Estádio Ângelo de Carvalho, em Campos, onde Americano e Tigres fazem a final da Taça Santos Dumont. E o jogo, assim como aqueles disputados no maior país do planeta neste fim de semana, também garante ao vencedor um lugar nas semifinais do torneio.

Fazendo um aquecimento para as partidas decisivas dos próximos dias, a equipe de reportagem da Live Esporte conversou com os treinadores dos dois times envolvidos na final do próximo domingo para projetar a decisão no Estadual do Rio.

Dono da melhor campanha do primeiro turno, o Americano de Campos chega – embalado por uma sequência de oito vitórias – à grande final da Taça Santos Dumont. Ainda por cima, tem a seu favor a vantagem do mando de campo (definido em sorteio prévio) para a decisão. O técnico Josué Teixeira destaca que o trabalho que levou o time à classificação, após vitória sobre o Friburguense por 2 a 0 – com gols de Cláudio Maradona e Marcos Vinicius – vai além do campo. Ainda assim, faz questão de manter os pés no chão, às vésperas do confronto contra o Tigres.

– Montamos um grupo experiente e competitivo, com responsabilidade e respeito, cuidando do ser humano na sua formação. Os resultados confirmam a qualidade dos atletas, mas não ganhamos nada – destacou Teixeira, que assumiu o Americano em março deste ano.

Do outro lado está o Tigres, dirigido por Mário Júnior, que já foi comandado de Josué no campo e no banco de reservas, quando auxiliou, no Duque de Caxias, o técnico com quem disputa o troféu. A vitória sobre o tradicional America, em casa, por 1 a 0, pela semifinal do primeiro turno, na última quarta-feira (04), trouxe a Fera da Baixada para a disputa do título com o moral elevado. O gol da vitória, marcado pelo lateral Gabriel já nos acréscimos do segundo tempo, veio apenas para sacramentar uma classificação que viria até mesmo com o empate e que, segundo o treinador, premia o elenco pela afinidade entre os jogadores e a solidez defensiva demonstrada ao longo do torneio: foram apenas cinco gols sofridos em 10 partidas.

– É um grupo forte, que se gosta e está sempre buscando o melhor. Nós somos uma equipe que não vai fazer muitos gols, mas a gente vai tomar poucos porque a gente tem uma consistência defensiva muito interessante – comentou o técnico, para depois garantir que a equipe não vai se contentar com o vice-campeonato – Agora não tem outra coisa: tem que buscar o título.

Sobre o jogo de domingo, o tom adotado é de respeito. Em um duelo de criador contra criatura, ambos os comandantes ressaltam a qualidade do adversário para projetar uma final extremamente disputada e resolvida nos detalhes. E um dos detalhes observados por Josué é o fato de conhecer bem os seus rivais na busca pelo objetivo:

– Vamos enfrentar um adversário que vem de sequência de vitórias (cinco, nos últimos seis jogos). Grupo experiente e de qualidade. Marinho (Mário Júnior) já foi meu auxiliar e Diego Sales (um dos destaques na campanha do Tigres) já jogou comigo em outros clubes – analisou Teixeira.

Já Mário Júnior aposta no estudo e na estratégia para escrever, na final da Taça Santos Dumont, uma história de pupilo que supera o mestre.

– Eu fui auxiliar técnico do Josué Teixeira. Ele tem uma equipe muito forte e a gente já está começando a trabalhar. Eu vi o jogo entre América e Americano, então já pude observar as duas equipes. Mas agora a gente vai assistir de novo e ver uma estratégia de jogo para que a gente possa coroar com o título – declarou o jovem treinador de 40 anos.