Parte do elenco da Desportiva, já dispensado pelo clube | Divulgação

Prisão de presidente por tráfico provoca desmanche na Desportiva-ES

“A corda sempre arrebenta do lado mais fraco”, ensina um velho adágio popular. A máxima voltou a se repetir durante a semana, no Espírito Santo. Na quinta-feira, o presidente eleito da Desportiva Ferroviária-ES, o portuário Edney Costa, foi preso em uma operação da Polícia Federal que apreendeu 240 quilos de cocaína em um contêiner no Porto de Vila Velha-ES.

A droga estava escondida junto a uma carga de milho, que seria enviada para a Espanha. Costa tomaria posse em janeiro, mas a prisão do futuro dirigente encheu o clube de incertezas sobre os planos para 2018. Assim, a diretoria decidiu dissolver a comissão técnica e liberar os jogadores, que podem negociar com outros clubes no período e alguns podem aparecer no mercado carioca.

O treinador Rafael Soriano, que já dirigiu no Americano, Campos, Sampaio Corrêa e São João da Barra no Rio, explica que, assim como todos no clube, foi pego de surpreso com a notícia. Em Teresópolis, onde realiza o curso para obtenção da licença A de treinador de futebol, ele explica que Costa estava presente no dia a dia do clube.

— Nós estávamos nos preparando para ir a Cardoso Moreira, no Norte Fluminense, onde alinhávamos tudo para fazer uma boa pré-temporada. Enquanto o clube realiza as definições, o ideal era mesmo dispensar o elenco, para que todos possam se organizar novamente — afirma.

A reapresentação do elenco, ou do que restar dele, está prevista para o dia dois de janeiro. A Desportiva estreia no Campeonato Capixaba dia 17 de janeiro, fora de casa, contra o Atlético de Itapemirim, atual campeão. Em nota oficial, o clube anunciou que não se posicionaria sobre o problema judicial enfrentado pelo presidente eleito, porque esse é um assunto que não tem relação como clube.