Rafael Soriano: aos 32 anos, ele dirige a Desportiva Ferroviária-ES | JR Fotografia/Divulgação

Rafael Soriano celebra resgate da autoestima da Desportiva Ferroviária-ES

Rafael Soriano: aos 32 anos, ele dirige a Desportiva Ferroviária-ES | JR Fotografia/Divulgação
Rafael Soriano: aos 32 anos, ele dirige a Desportiva Ferroviária-ES | JR Fotografia/Divulgação
Treinador esteve próximo do Itaboraí durante a Série B1 do Carioca

Os trabalhos nos clubes do Norte Fluminense marcaram a carreira de Rafael Soriano. Mas é no Espírito Santo que o treinador campista de 32 anos experimenta o momento de maior visibilidade em sua carreira. Depois de encerrar um ciclo de três anos que resgatou o Campos do futebol amador e o levou de forma inédita — e breve — à elite do Campeonato Carioca, o técnico assumiu a Desportiva a um mês do início da Série D do Campeonato Brasileiro. Mesmo com severas limitações orçamentárias, a equipe chegou à segunda fase da competição, de onde seria eliminada pelo campeão Operário-PR.

A classificação veio por caminhos tortuosos, que nem mesmo o treinador esperava. Após ficar na segunda posição do grupo que tinha Bangu, Portuguesa e Vila Nova-MG, a denúncia de um jogador irregular do São Raimundo-PA fez com que a equipe grená herdasse a vaga. Apesar da boa campanha, que incluía vitórias sobre os times carioca e paulista, o treinador já estava de malas prontas para o Rio de Janeiro onde, por falta de calendário, assumiria outro clube. Essa foi sua primeira competição nacional.

— Como havia um hiato entre o fim da Série D e o início da Copa Espírito Santo, naquele período eu assumiria o Itaboraí, que disputou a Segundona do Rio de Janeiro. Eu já estava com as malas prontas quando recebi a notícia — explica.

Na ocasião, Leandro Simpson tinha sido demitido do Itaboraí, devido ao mau início da equipe na competição. A decisão do STJD reverteu o acordo entre o clube e o treinador, interrompeu as férias de diversos jogadores e todos voltaram ao trabalho no Engenheiro Araripe. Ainda que o time capixaba tenha perdido os dois jogos para o clube paranaense, Soriano viu o ambiente melhorar em Cariacica durante a Série D.

Torcida da Desportiva no Estádio Salvador Costa, do Vitória | Divulgação/Desportiva
Torcida da Desportiva no Estádio Salvador Costa, do Vitória | Divulgação/Desportiva

— A Desportiva tinha feito uma campanha muito ruim no Capixabão, no qual ficou a um ponto do rebaixamento. Percebo que o desempenho da equipe ajudou a melhorar a autoestima do torcedor. Mantivemos o bom desempenho na Copa Espírito Santo, da qual fomos eliminados por uma fatalidade — afirma o treinador, confirmado no cargo essa semana pela diretoria para a disputa do Campeonato Capixaba de 2018.

Nascido em Campos, Soriano trabalhou nos dois maiores clubes da cidade. No Goytacaz, pendurou as chuteiras ainda com 18 anos, quando era zagueiro, e iniciou a carreira de treinador. No Americano, fez bons trabalhos no Sub-20 e dirigiu o time profissional. Com essa bagagem, ele celebra o acesso do Goytacaz, após um hiato de 25 anos de ausência.

— É um clube que merece muito, tem uma torcida apaixonada e bateu na trave em busca desse acesso por muito tempo. Espero que agora consiga se manter na Série A — afirma o treinador, que está de férias em Campos.

A tabela do Capixabão será definida na reunião do conselho arbitral da FES, prevista para o dia 20 de novembro.