Tudo o que você precisa saber sobre os confrontos das oitavas de final

Por: Leonardo Santos e Gonçalo Luiz

Depois de 15 dias e 48 jogos a fase de grupos da Copa do Mundo da Rússia chegou ao fim. Metade das 32 seleções que chegaram ao Mundial já foram embora para casa e, a partir deste sábado (30), os jogos das oitavas de final da competição de futebol mais importante do planeta prometem muita emoção.

De um lado do chaveamento, 10 títulos e seleções como: Uruguai, Argentina, França, Brasil, Portugal, Bélgica, Japão e México. Do outro, apenas duas taças, mas muitas seleções que não podem ser menosprezadas simplesmente por nunca terem conquistado a Copa do Mundo: Espanha, Inglaterra, Rússia, Croácia, Dinamarca, Suíça, Suécia e Colômbia.

Já que esta sexta-feira (29) é o primeiro dia sem jogos desde que a Copa do Mundo da Rússia começou (14 de junho), os jornalistas da Live Esporte Leonardo Santos e Gonçalo Luiz preparam uma análise com tudo o que você precisa saber sobre os oito confrontos desta primeira fase de mata-mata da competição. Confira!

OITAVAS DE FINAL:

Uruguai x Portugal

Sábado, 30/06 – 15 horas

Estádio Olímpico de Sochi – Sochi

Se de um lado está a melhor defesa e uma das únicas três seleções que garantiram o 100% de aproveitamento nesta primeira fase, no outro está a atual campão da Eurocopa e a seleção que tem o melhor jogador do mundo.

Com atuações que se não chegaram a ser perfeitas, foram suficientes para garantir a classificação ainda no segundo jogo, o Uruguai chega para este primeiro confronto de mata-mata bem mais fortalecido e talvez com certo favoritismo diante dos europeus. As vitórias magras sobre Egito e Arábia Saudita (1 a 0) nos dois primeiro jogos, deixaram uma certa desconfiança no ar sobre o time uruguaio. Contudo, a boa atuação e o triunfo por 3 a 0 sobre os anfitriões russos na terceira partida deixa o clima mais leve.

Já Portugal precisou sofrer do primeiro jogo (contra a Espanha), quando só conseguiu o empate nos minutos finais, ao último jogo (contra o Irã), em que precisou apelar para todo tipo de reza para não sofrer um gol que os eliminaria da Copa do Mundo mais uma vez na primeira fase. Para carimbar a vaga nas oitavas, até aqui, os portugueses foram totalmente dependentes das boas atuações de Cristiano Ronaldo, um dos artilheiros da Copa.

Melhor colocação: Uruguai – campeão (1930 e 1950). Portugal – Terceiro lugar (1966)

Última participação: Uruguai – Oitavas de final (2014). Portugal – Primeira fase (2014)

Destaques: Edison Cavani e Luiz Suaréz (Uruguai); Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma (Portugal)

Prováveis times:

Uruguai (4-4-2): Fernando Muslera, Diego Godín, Martín Cáceres, Sebastián Coates, Rodrigo Bentancur,  Lucas Torreira, Matías Vecino, Nahitan Nández, Diego Laxalt, Luis Suárez e Edi Cavani. Técnico: Óscar Tabarez.

Portugal (4-2-3-1): Rui Patrício; Cédric, Pepe, Fonte e Raphael Guerreiro; William e Adrien; Quaresma , João Mário, Cristiano Ronaldo e André Silva Técnico: Fernando Santos.

 

França x Argentina

Sábado, 30/06 – 11 horas

Arena Kazan – Kazan

Um dos confrontos mais esperados destas oitavas de final vai ser entre França e Argentina. Apesar da eterna freguesia diante os argentinos em Copas (derrotas em 1930 e 1978), os franceses chegam como franco favoritos para conquistar uma vaga nas quartas de final. Todavia, não se deve nunca menosprezar uma Argentina que conquistou o direito de jogar às oitavas de final aos 48 do segundo tempo e lembrar que eles têm Messi é de certa forma um pleonasmo.

As duas vitórias nas primeiras rodadas, que foram bem tranquilas, contra Austrália e Peru (2 a 1 e 1 a 0) deram ao treinador Didier Deschamps a oportunidade de poupar muitos atletas para derradeiro confronto contra a Dinamarca. Se o futebol apresentado por Pogba, Dembelé, Griezmann e Mbappé ainda não é o esperado, a atual vice-campeã da Eurocopa tem a chance de mostrá-lo diante dos argentinos.

O drama pelo qual passou a Argentina para chegar as oitavas de final com certeza foi capa de muitos jornais no mundo inteiro. Se contra a Islândia, na estreia, a atuação não foi tão ruim no empate em 1 a 1, o pênalti perdido por Messi pareceu ter afetado todo o elenco da seleção bicampeã mundial. Nos duelos seguintes, contra Croácia e Nigéria, o que se viu em campo foi uma Argentina que mais parece um time de pelada. Jorge Sampaoli dá indícios de que está perdido, já não sabe como armar o time em capo e só uma classificação contra os franceses garante sua permanência no cargo por – talvez- mais um ciclo.

Melhor colocação: França – campeã (1998). Argentina – campeã (1978 e 1986)

Última participação: França – Quartas de final (2014). Argentina – Vice-campeã (2014)

Destaques: Griezmann e Mbappé (França); Lionel Messi e Mascherano (Argentina)

Prováveis times: 

França (4-3-3): Lloris, Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Kanté; Mbappé, Pogba, Matuidi e Griezmann; Giroud. Técnico: Didier Deschamps.

Argentina (4-3-3): Armani, Mercado, Otamendi, Rojo e Tagliafico ; Mascherano, Banega e Enzo Pérez ; Di María, Messi e Higuaín. Técnico: Jorge Sampaoli.

 

Brasil x México

Segunda, 02/07 – 11 horas

Arena Samara – Samara

Jogo que tem Brasil tem sempre sobre si todos os holofotes do mundo inteiro. Se de um lado o Brasil nunca sequer levou um gol dos mexicanos em Copas do Mundo, do outro o México nunca perdeu uma final para o Brasil. Por isso, sem dúvida alguma este será mais um grande duelo desta oitava de final.

Ao contrário de seleções como Argentina, Portugal e Espanha que chegaram até esta fase da Copa mas precisaram sofrer, o Brasil não se classificou com a melhor campanha, mas também não teve sua vaga nas oitavas de final ameaçada um segundo sequer. Depois do pouco esperado – mas aceitável – empate com a Suíça (1 a 1), as atuações de nível melhor contra Costa Rica ( 2 a 0) e Sérvia (2 a 0) animam o torcedor brasileiro que ainda aguarda partidas como as que fez a seleção brasileira contra Uruguai ou Argentina, ainda nas Eliminatórias.

Depois de estrear com um a vitória surpreendente diante da atual campeã mundial, a Alemanha (1 a 0), o México bateu a Coreia por 2 a 1 na partida seguinte e passou a ser tratado como uma das sensações dessa Copa do Mundo. Porém, a desastrosa derrota por 3 a 0 para a Suécia deixou um ponto de interrogação sobre esse time e como muitos sabem, as escalações mirabolantes de Juan Carlos Osório contribuem para isso muitas vezes.

Melhor colocação: Brasil – campeão (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). México – quartas de final (1970 e 1986)

Última participação: Brasil – Semifinal (2014). México – Oitavas de final (2014)

Destaques: Philippe Coutinho e Neymar (Brasil); Carlos Vela e Chichiarito Hernandez (México)

Prováveis times: 

Brasil (4-1-4-1): Alisson; Fagner (Danilo), Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luis); Casemiro, Paulinho e Coutinho; Neymar, William e Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

México (4-3-3): Ochoa, Salcedo, Moreno, Herrera, Alvarez; Layun, Guardado, Gallardo; Vela, Hernandez, Lozano. Técnico: Juan Carlos Osorio.

 

Bélgica x Japão

Segunda, 02/07 – 15 horas

Do lado esquerdo do chaveamento do mata-mata da Copa do Mundo da Rússia talvez este seja o confronto que tenha o maior desequilíbrio. Será o jogo da tão badalada e talentosa geração belga, da qual muito se espera, contra a calma, paciência e disciplina japonesa, que não deverá ser um grande obstáculo para Hazard e De Bruyne.

A Bélgica chega para esse duelo de oitavas de final contra o Japão com a melhor campanha da fase de grupos da competição. As goleadas contra Panamá (3 a 0) e Tunísia (5 a 2), mesmo que contra seleções mais fracas, mostraram o melhor futebol da Copa e a vitória contra a Inglaterra, com os reservas em campo, que quebrou um tabu de 82 anos, só confirmou os belgas como favoritos ao título.

A classificação por conta de um número menor de cartões amarelos que a seleção de Senegal deixa o Japão como um dos maiores azarões destas oitavas de final. A campanha irregular que teve uma vitória contra a Colômbia ( 2 a 1), em partida que os sulamericanos atuaram mais de 80 minutos com um a menos, o empate contra Senegal ( 2 a 2) e a derrota para a já eliminada Polônia ( 1 a 0), confirmam a expectativa.

Melhor colocação: Bélgica – Quarto lugar (1986). Japão – Oitavas de final (2002 e 2010)

Última participação: Bélgica – Quartas de final (2014). Japão – Primeira fase (2014)

Destaques: Eden Hazard e Kevin De Bruyne (Bélgica); Nagatomo e Honda (Japão)

Prováveis times: 

Bélgica (4-3-3): Courtois, Meunier, Alderweireld, Boyata e Vertonghen; Witsel; Mertens, De Bruyne, Hazard e Carrasco; Lukaku. Técnico: Roberto Martínez.

Japão (4-4-2): Kawashima, Hiroki Sakai, Yoshida, Makino e Nagatomo; Yamaguchi e Shibasaki; Gotoku Sakai, Okazaki e Usami; Muto. Técnico: Akira Nishino.

 

Chaveamento do mata-mata da Copa do Mundo até a grande final que acontecerá na dia 15 de julho em Moscou | Divulgação (FIFA)

 

Espanha x Rússia

Domingo, 01/07 – 11 horas

Estádio Luzhniki – Moscou

Dos duelos de oitavas de final, talvez Espanha e Rússia formassem aquele com o mais claro favoritismo de uma seleção. Mas as campanhas das duas equipes até aqui tornam essa oitava de final um embate entre duas incógnitas.

Uma das favoritas antes do Mundial, a Espanha perdeu o técnico Julen Lopetegui às vésperas da estreia. Com o ex-zagueiro Fernando Hierro no comando, os espanhóis até mantiveram a troca rápida de passes na construção ofensiva, mas penaram na defesa em sua campanha no Grupo B. O bom futebol jogado contra Portugal só rendeu um empate. Depois, vitória magra sobre o Irã e gol salvador de Iago Aspas no final contra Marrocos para chegar às oitavas na liderança da chave. O ataque vai bem, obrigado, com Isco, Iniesta (fazendo sua despedida da seleção) e o brasileiro naturalizado Diego Costa. Porém, os cinco gols sofridos, com direito a frango de De Gea, que só fez duas defesas na Copa até aqui, levam a Roja para o mata-mata com uma pulga atrás da orelha.

Do outro lado, os anfitriões foram da desconfiança à euforia em dois jogos. A goleada na estreia contra a Arábia Saudita trouxe esperança à torcida. E a boa vitória contra o Egito de Salah garantiu os russos nas oitavas. O por vezes contestado Stanislav Cherchesov encontrou o time após colocar o habilidoso Cheryshev no lugar do lesionado Dzagoev e o centroavante Dzyuba no comando de ataque. Além disso, também conta com um brasileiro naturalizado no seu time: o lateral Mario Fernandes, ex-Grêmio. Mas no primeiro grande teste, contra o Uruguai, os russos fraquejaram. Contudo, a expulsão precoce de Smolnikov e o toque de azar no gol de Laxalt (considerado contra, pela Fifa) deixam dúvidas sobre se os 3 a 0 sofridos não acabaram sendo injustos com os donos da casa.

Melhor colocação: Espanha – Campeã (2010). Rússia – Quarto lugar (1966)

Última participação: Espanha – Primeira fase (2014). Rússia – Primeira fase (2014)

Destaques: Andres Iniesta e Diego Costa; Denis Cheryshev e Artem Dzyuba (Rússia).

Prováveis times:

Espanha (4-1-4-1): De Gea, Carvajal, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets; Isco, Iniesta, Thiago (Lucas Vazquez) e David Silva; Diego Costa. Técnico: Fernando Hierro.

Rússia (4-2-3-1): Akinfeev, Mario Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Zhirkov; Zobnin e Gazinskii; Samedov, Golovin e Cheryshev; Dzyuba. Técnico: Stanislav Cherchesov.

 

Croácia x Dinamarca

Domingo, 01/07 – 15 horas

Estádio de Nizhny Novgorod – Nizhny Novgorod

Um dos dois duelos entre europeus dessas oitavas coloca frente a frente equipes com estilos de jogo opostos, mas igualmente dependentes de seus camisas 10.

A Croácia viu o seu brilhar. Luka Modric levou a equipe à melhor campanha do Grupo C, que tinha a favorita Argentina, a sempre perigosa (Galvão que o diga) Nigéria e a sensação Islândia. Tanto fez para o craque do Real Madrid e seus companheiros. Com atuações consistentes, bateu os três adversários com autoridade. A estreia contra a Nigéria foi só o aquecimento para o baile sobre os argentinos na segunda rodada. Com nove reservas, ainda venceu os islandeses para ser uma das três equipes a passar pela primeira fase com 100% de aproveitamento.

Agora, enfrenta uma Dinamarca que quer ser Dinamáquina, mas ainda carece de óleo nas engrenagens. Nos poucos momentos de brilho de Eriksen, como no primeiro tempo contra a Austrália, o jogo ofensivo flui e a bola chega ao ataque com certa naturalidade. Mas, via de regra, as atuações nos jogos iniciais da Copa mostram um time forte defensivamente, que se segura na experiência do zagueiro Kjaer e no goleiro Kasper Schmeichel, o segundo que mais defesas fez nesta primeira fase. Filho do grande Peter Schmeichel, se inspira no pai para igualar o melhor resultado do país em Copas, que veio em 1998, com o velho debaixo das traves dinamarquesas. Mas o desempenho no Grupo D deixa dúvidas. O time resistiu ao Peru na estreia e acabou vencendo, mesmo jogando mal. Depois, segurou um empate com a Austrália na segunda rodada. A classificação, porém, só veio no jogo de compadres com a França, quando o 0 a 0 levou ambas as equipes às oitavas.

Melhor colocação: Croácia – Terceiro lugar (1998); Dinamarca – Quartas de final (1998).

Última participação: Croácia – Primeira fase (2014); Dinamarca – Primeira fase (2010).

Destaques: Luka Modric e Ivan Rakitic (Croácia); Christian Eriksen e Kasper Schmeichel (Dinamarca).

Prováveis times:

Croácia (4-2-3-1): Subasic, Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic; Rakitic e Brozovic; Perisic, Modric e Mandzukic; Rebic. Técnico: Zlatko Dalic.

Dinamarca (4-3-3): Schmeichel; Dalsgaard, Kjaer, Christensen e Stryger; Delaney, Schone e Eriksen; Sisto, Jorgensen e Poulsen. Técnico: Age Hareide.

 

Suécia x Suíça

Terça, 03/07 – 11 horas

Estádio de São Petersburgo – São Petersburgo

Outro duelo de europeus, Suécia e Suíça prometem um confronto de extremo equilíbrio após fazerem jogo duro contra os favoritos de seus grupos. Mas a última rodada deixa os suecos com moral mais elevado que os suíços.

A resistência aos italianos durante os últimos 90 minutos da repescagem europeia evidenciam a capacidade de se defender do time nórdico. Mas os jogos da primeira fase do Mundial mostraram uma equipe arisca também quando vai à frente. Após uma estreia pouco inspirada, com vitória magra sobre a Coreia do Sul, os escandinavos mostraram seu potencial contra os atuais campeões. Mas a derrota no fim para a Alemanha não desanimou os suecos para o jogo final contra o México. Com gol e grande atuação do lateral Augustinsson, conquistou, de quebra, o primeiro lugar da chave. Sem a individualidade de Ibrahimovic, os suecos apostam na velocidade e no jogo coletivo para alcançar as quartas de final.

Mas têm pela frente um time muito semelhante ao seu: duro de furar na defesa e matreiro, principalmente, nos contra-ataques. Depois de uma positiva estreia contra o Brasil, segurando o poderoso ataque canarinho após os primeiros 20 minutos e chegando ao gol na malandragem de Zuber, os suíços apresentaram suas armas de vez contra a Sérvia. Firmes atrás, seguraram os eslavos e mataram o jogo em dois contragolpes, se valendo de grande atuação de Shaqiri, principal referência do time. O empate em 2 a 2 contra a Costa Rica, na última rodada, porém, colocou um ponto de interrogação sobre as possibilidades suíças na Copa. Mas o time da terra dos relógios pretende acabar com as dúvidas diante da Suécia.

Melhor resultado: Suíça – Quartas de final (1934, 1938 e 1954); Suécia – vice-campeã (1958).

Última participação: Suíça – Oitavas de final (2014); Suécia – Oitavas de final (2006).

Destaques: Ludwig Augustinsson e Marcus Berg (Suécia); Granit Xhaka e Sherdan Shaqiri (Suíça).

Prováveis times:

Suécia (4-4-2): Olsen, Lustig, Lindelof, Granqvist e Augustinsson; Claeson, Larsson, Ekdal e Forsberg; Berg e Toivonen. Técnico: Janne Andersson.

Suíça (4-2-3-1): Sommer, Lichtsteiner, Schar, Ajanji e Rodríguez; Behrami e Xhaka; Shaqiri, Dzemaili e Zuber; Seferovic (Embolo). Técnico: Vladimir Petkovic.

 

Colômbia x Inglaterra

Terça, 03/07 – 15 horas

Arena Spartak – Moscou

Quem não gosta de um duelo América do Sul x Europa, não é verdade? Pois Colômbia e Inglaterra são um prato cheio. Muito se fala na geração belga, mas as duas equipes também apostam em suas gerações, consideradas das mais talentosas da história dos dois países.

Os colombianos confiam na base que alcançou as quartas de final em 2014, mas caiu para o Brasil. Quatro anos mais experiente, o time ainda conta, na Rússia, com o atacante Falcão Garcia, lesionado no último Mundial. Mas mesmo com El Tigre, Cuadrado e James, o artilheiro do time nesta Copa é o zagueiro Yerri Mina, ex-Palmeiras, com dois gols. A estreia não foi das melhores. Carlos Sanchez foi garoto: meteu a mão na bola para evitar um gol aos três minutos e prejudicou a Colômbia – e as análises sobre ela – frente ao Japão. A pressão pela derrota acordou James e Cuadrado e os Cafeteros atropelaram a Polônia. Ainda assim, era preciso vencer Senegal na última rodada e o gol de Mina levou o time às oitavas na liderança do Grupo H. Mas a saída de James Rodríguez, por lesão, deixou os colombianos preocupados para o mata-mata.

Ainda mais tendo que enfrentar a jovem geração inglesa. Com ótimos resultados na base e a afirmação de suas promessas na Premiere League, os ingleses ainda chegaram ao Mundial embalados pelos números absurdos do artilheiro Harry Kane na última temporada. E ele não gastou tudo pelo Tottenham, não. Em dois jogos na Copa, já guardou cinco e é o maior goleador do torneio até aqui. É verdade que os adversários foram o estreante Panamá e a Tunísia. Mas contra os africanos, o English Team passou calor e só Kane tirou o grito de gargantas inglesas no final. Já classificada, a Inglaterra ainda poupou quase todo o time titular na partida de encerramento contra a Bélgica. Perdeu, passou em segundo, mas vai chegar com o time descansado para enfrentar os colombianos.

Melhor resultado: Colômbia – Quartas de final (2014); Inglaterra – Campeã (1966).

Última participação: Colômbia – Quartas de final (2014); Inglaterra – Primeira fase (2014).

Destaques: Yerri Mina e Radamel Falcão Garcia (Colômbia); Jordan Henderson e Harry Kane (Inglaterra).

Prováveis times:

Colómbia (4-2-3-1): Ospina, Arias, Mina,Davinson Sánchez e Mojica; Carlos Sanchez e Barrios; Cuadrado, Quintero e James Rodríguez (Muriel); Falcão. Técnico: José Pekerman.

Inglaterra (4-4-2): Pickford, Walker, Stones, Maguire e Young; Trippier, Loftus-Cheek, Henderson e Lingard; Sterling e Harry Kane. Técnico: Gareth Southgate.